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A Tão falada Síndrome de Burnout

  • Foto do escritor: Renata Neves
    Renata Neves
  • 3 de abr. de 2025
  • 4 min de leitura

Atualizado: 10 de abr. de 2025

Mulher em frente ao notebook, com ambas as mãos segurando no rosto, segurando a cabeça em ambiente profissional demonstrando sobrecarga.
Mulher em frente ao notebook, com ambas as mãos segurando no rosto, segurando a cabeça em ambiente profissional demonstrando sobrecarga.

A sobrecarga do trabalho que vai sendo acumulada diariamente, pode exigir de você um dispêndio de energia muito além do esperado, causando uma exaustão física e mental de tal proporção, a ponto de desencadear um estresse crônico nesse ambiente.

A correria, o imediatismo e a velocidade de informações que a vida lhe impõe nos últimos tempos, intensificam ainda mais a sua rotina de trabalho de tal modo que você pode ser capturado(a) por ela e nem se dá conta de que a sua "bateria" se descarrega com a busca de controlar o que muitas vezes é incontrolável, como o mau humor do colega de trabalho, as exigências impostas pela sua chefia, pela sua empresa, o quantitativo excedente de produção, entre outras inúmeras razões!

A Síndrome de Burnout ou Síndrome de Esgotamento Profissional é um distúrbio psíquico que é gerado pelo estresse intenso e recorrente no ambiente de trabalho, como exemplificado acima e como podemos observar, acontece de fora para dentro onde as circunstâncias externas provocam pressão interna/mental.

Embora tenha sido identificada por estudiosos na década de 70, vemos na atualidade, um número crescente desta Síndrome afetando pessoas no mundo inteiro de tal forma que a Organização Mundial de Saúde (OMS) inclui a doença na nova Classificação Internacional de Doenças (CID11). E no Brasil, sendo consolidada como questão de Saúde Pública.

Os psicanalistas Herbert Freudenberger e Gail North foram os pioneiros no estudo da Síndrome de Burnout, identificando 12 estágios que geram essa Síndrome e que se manifestam através de sintomas, tais como:

1 - Necessidade compulsiva em demonstrar o seu valor: busca incessante por mostrar o que você está fazendo afim de ter o merecimento e validação.

2 - Dificuldade em se desligar do trabalho e uma dedicação excessiva: você assume inúmeras responsabilidades que ultrapassam a sua jornada de trabalho, negligenciando outras necessidades de sua vida.

3 - Negação e Omissão das necessidades pessoais: devido ao hiperfoco no trabalho, você não encontra tempo para atividades sociais e pessoais, como lazer, descanso e até mesmo alimentação.

4 - Fuga de Conflitos: Os sintomas físicos podem surgir no momento em que você ignora aquilo que está acontecendo de errado.

5 - Reinterpretação de Valores Pessoais: você passa a valorizar mais o trabalho do que outras necessidades de sua vida, como os momentos de descanso, com a sua família, hobbies, etc.

6 - Negação dos Problemas: devido a uma negação dos sintomas, você pode se tornar intolerante, com irritabilidade excessiva no ambiente de trabalho, gerando um mal estar entre os colegas.

7 - Isolamento e Distanciamento Social: como o trabalho passa a ser desenvolvido de forma automática e compulsiva, há uma restrição considerável da vida social e nesse momento há um risco para a procura do uso de álcool e de drogas para fins de relaxamento.

8 - Alterações no Comportamento: mudanças repentinas no comportamento podem aparecer, como a agressividade, a apatia, o temor. Características novas e estranhas à você, começam a surgir e nitidamente são notadas por familiares e conhecidos.

9 - Despersonalização: é caracterizada por uma sensação de desconexão consigo mesmo(a), dificultando o reconhecimento das próprias necessidades e das necessidades dos outros.

10 - Vazio Interno: sensação de falta de objetivo ou de propósito, o que pode levar também ao uso de drogas e de álcool, além de demais compulsões, como forma de preencher o vazio.

11 - Depressão: Sentimento de apatia, de desesperança e desmotivação para as atividades diárias, com uma sensação de estar perdido(a).

12 - Síndrome de Burnout ou Esgotamento: auge do colapso físico e mental, podendo emergir pensamentos catastróficos, necessitando de ajuda profissional imediata!

Diante do que foi exposto, é de fundamental relevância, estarmos atentos aos sintomas do Burnout para que sejam identificados precocemente, antes que o quadro se agrave e assim buscarmos intervenções apropriadas a seu tratamento.

Cabe lembrar que devido às peculiaridades pessoais, nem todos passam por todos os estágios e sintomas e os mesmos não acontecem na mesma ordem. Tais estágios servem como norteadores e indicadores para que você fique atento(a).

A ajuda médica e psicológica é imprescindível no acompanhamento da Síndrome de Burnout. Profissionais de Psiquiatria e da Psicologia são indicados para a avaliação e o diagnóstico, bem como são capacitados para a orientação do tratamento adequado, o qual pode incluir diferentes abordagens e técnicas de psicoterapia tanto presencial quanto online, uso de medicamentos, como antidepressivos e ansiolíticos, além de alterações necessárias no estilo de vida.

Não ignore os sintomas e sensações que possam estar associadas ao Burnout e não adie a busca por ajuda! Conforme sinalizamos, as intervenções adequadas te ajudarão no reequilíbrio entre a vida pessoal e profissional!

Vamos juntos(as) em direção a sua saúde global e bem estar?!



 
 
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